Vinho Tinto: tudo que você precisa saber sobre

Tempo de leitura: 40 minutos

Nesse artigo você vai encontrar tudo que precisa saber sobre vinho tinto, confere aí 😉

Conheça um pouco da história do vinho tinto

Conheça um pouco da história do vinho tinto

De acordo com pesquisadores, as primeiras vinhas apareceram a cerca de 7 mil anos.

Para os historiadores, a longevidade do vinho e seu crescimento deve-se às características da uva.

Fruta doce com tendência natural à fermentação, o que leva a crer que, seguramente o homem tenha descoberto o vinho por acaso.

A introdução do vinho à cultura ocidental, no que lhe diz respeito, ocorreu principalmente em virtude do destaque que os gregos e os romanos atribuíam a essa bebida.

Curiosidade Você sabia que o Deus do Vinho na verdade são os Deuses do Vinho

Curiosidade:

Sabia que o Deus do Vinho na verdade são os Deuses do Vinho?

Muitas são as histórias que envolvem os mitos de Dionísio e Baco.

Antes da lenda romana, Dionísio era o deus grego do vinho e um dos mais obscuros deuses da mitologia grega.

Assim como Dionísio foi o deus do vinho na Grécia Antiga, Baco foi o deus do vinho dos romanos.

Segundo a mitologia, ele é o filho de Júpiter com a mortal Sêmele, e quando adulto, propagou a cultura da vinha por toda a Ásia.

Baco é lembrado com alegria, como o deus do vinho, da colheita e da fertilidade. E acabou ficando mais famoso, inclusive, que Dionísio.

Legal saber, não é?

Após a queda do Império Romano, foi a Igreja que conservou os vinhedos e também colaborou para o progresso do vinho tinto.

Os monges passaram a reconhecer as melhores cepas e aprimoraram a forma de cuidar das videiras e de produzir o vinho.

Embora o comércio e consumo do vinho já fossem volumosos no século XIV, foi somente no século XVII que de fato teve início a fase do vinho fino, bastante similar ao vinho que bebemos atualmente.

A chegada ao Brasil

Os imigrantes italianos provenientes da região do Vêneto, começaram a chegar ao Rio Grande do Sul a partir de 1875.

Trouxeram consigo videiras, juntamente com a forte cultura de produção e consumo de vinhos e isso impulsionou a vitivinicultura gaúcha.

Embora tenha ocorrido esse aparente sucesso inicial, as videiras finas não se adaptaram ao clima úmido tropical e foram arrasadas por doenças provocadas por fungos.

Apesar disso, deu-se continuidade à produção de vinhos utilizando a variedade Isabel, que até então, era cultivada pelos colonos alemães no Vale do Rio dos Sinos e no Vale do Caí.

Ainda que de qualidade duvidosa, estendeu-se para outras regiões do país, tornando-se base para a evolução da vitivinicultura no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

Entretanto, foi somente a partir da década de 1990 que vinhos de maior qualidade começaram a ser produzidos, com crescente profissionalização e a ambientação de uvas finas (Vitis vinífera) ao clima característico da Serra Gaúcha.

A região produz hoje vinhos de alta qualidade e satisfação progressiva.

Outra região que está em ascensão e destacando-se como produtora de vinhos é o Vale do São Francisco, localizado nos Estados de Pernambuco e Bahia.

Devido às características climáticas, essa região é a única do mundo a produzir vinhos de qualidade provenientes de duas colheitas por ano.

Produção do vinho tinto

Produção do vinho tinto

O vinho tinto é elaborado a partir de uvas tintas da espécie Vitis Vinífera.

É durante a maceração que são extraídos da película as antocianinas e os taninos.

Taninos são compostos fenólicos que atribuem ao vinho o tom de coloração, estrutura/corpo, intensidade do sabor e particularidade de cada casta.

Os vinhos tintos finos tornam-se atraentes pela radiante e intensa cor vermelho rubi ou violáceo, obtida através de pigmentos naturais provenientes da casca das uvas.

Para extração destes pigmentos, o suco ou mosto da uva permanece em contato com as cascas durante o processo de fermentação.

Fermentação é a ação de enzimas liberadas pelas leveduras e em ambiente sem oxigênio.

Nesse estágio os açúcares são transformados em álcool e gás carbônico, liberando calor, ou seja, ele literalmente ferve!

É o tempo que passa por esse processo, que determina quanto acentuada será a cor do vinho.

Método de produção do vinho tinto – conheça o passo a passo

Conheça o método de produção do vinho tinto

Depois de colhidas e selecionadas, as uvas são levadas para o local onde a produção terá início.

A higienização dos cachos com água limpa é essencial, pois a terra aumenta o teor de ferro no vinho, comprometendo a fermentação alcoólica e a qualidade final.

Desengace e esmagamento:

A uva deve ser desengaçada lentamente, apenas para romper a película da baga (casca). O esmagamento deve ser feito para soltar somente o mosto (suco).

O esmagamento faz com que as células de leveduras presentes na película se espalhem, provocando a aeração e multiplicação, o que contribuiu para o processo de fermentação alcoólica.

A fim de evitar a formação de grande quantidade de borra, não é recomendada a trituração da película, pois sabores não desejados podem afetar o vinho.

Fermentação alcoólica e maceração:

Com auxílio de bombas, o mosto é removido para tanques de aço inoxidável (encubação), onde ocorre o início da fermentação alcoólica (o açúcar natural do mosto é transformado em álcool).

Concomitantemente ocorre a maceração (processo que ocorre somente na produção do vinho tinto; no vinho branco ele é inexistente).

Na fermentação é que serão liberados os pigmentos responsáveis pela cor ao vinho.

Para auxiliar esse processo, são executadas operações de movimentação das fases líquida e sólida, com o intuito de manter a massa homogeneizada, pois a película e a semente da uva permanecem em contato com o mosto.

O controle de temperatura é praticado de modo a mantê-la acima de 10ºC e abaixo de 30ºC, conforme o tipo de vinho a elaborar.

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  • Maceração curta – de 3 a 4 dias: Para elaborar vinhos leves, macios e frutados e para serem bebidos jovens.

O período de maceração é concluído antes do término da fermentação alcoólica, quando a densidade do mosto atingir de 1,010 g/ml a 1,020 g/ml;

  • Maceração média – cerca de 8 dias: Para elaborar vinho tinto mais estruturado (Taninos + Álcool + Acidez) e sem ser muito adstringente, ou seja, que não haja o excesso desses taninos e ácidos, ou, vinhos destinados ao envelhecimento, oriundos de uva com excelente grau de maturação.

O período de maceração é concluído após o término da fermentação alcoólica;

  • Maceração longa – de 2 a 3 semanas ou mais: Para elaborar vinhos de guarda com teor de tanino elevado, favoráveis para envelhecer.
Trasfega e Fermentação Malolática:

Uma semana após a conclusão da fermentação alcoólica, é feita uma primeira trasfega (processo de separação desse vinho de seus sedimentos/borra, movendo-o de um recipiente para outro com o auxílio de bombas/mangueiras).

Após esse processo, tem início a fermentação malolática que é conhecida como a segunda fermentação, leva em torno de 25 a 45 dias e é onde ocorrem várias mudanças nos aromas e sabores.

Trata-se também da transformação do ácido málico em lático, e consequente redução da acidez total, deixando o vinho mais macio, por meio da presença de bactérias láticas que fazem parte da flora natural do mosto da uva.

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Em seguida, o vinho é separado da parte sólida por meio de uma nova trasfega que serve como filtragem e clarificação.

Sulfitos são adicionados para evitar a proliferação de micro-organismos e o desenvolvimento de bactérias.

O vinho tinto passa por mais uma filtragem e então pode ser engarrafado ou colocado em barris de aço inox ou de carvalho para amadurecimento e envelhecimento.

Envelhecimento:

Conforme citamos acima, o envelhecimento do vinho pode ser feito em tanque de inox, em barrica de carvalho e na garrafa.

O tempo e a forma de envelhecimento do vinho variam de acordo com a qualidade da uva, do seu processo de elaboração, do tipo e da estrutura e corpo da bebida, da safra e do valor agregado que terá esse vinho.

A etapa da barrica de carvalho é quando o vinho ganha aromas como baunilha, chocolate, café, cravo, pão tostado e especiarias, como pimenta, defumado, alcaçuz, entre outros.

Barrica de Carvalho

Existem dois tipos de carvalhos utilizados nas barricas, o francês e o americano.

Depois disso, vem o tempo na garrafa – após acondicionar o vinho tinto nas garrafas, as mesmas são transportadas para o setor de envelhecimento.

Esse ambiente deverá ser escuro e fresco (não pode haver mudança de temperatura) e onde serão empilhadas horizontalmente para manter a rolha úmida.

A legislação brasileira não determina um período obrigatório para a conservação das garrafas de vinho tinto.

Alguns ficam meses, enquanto outros chegam há vários anos de guarda, esse prazo varia de acordo com o tipo de vinho.

Os vinhos mais jovens tendem a ser mais ácidos e refrescantes, ao passo que os mais velhos tornam-se mais encorpados.

Os benefícios do vinho tinto

Os benefícios do vinho tinto

Na atualidade, os benefícios do consumo moderado do vinho tinto têm recebido grande atenção e destaque.

Dentre eles, está a prevenção do câncer, redução do colesterol ruim, prevenção a formação de coágulos e, inclusive, que o consumo diário e moderado dessa bebida ajudaria a combater a obesidade.

De acordo com artigo publicado no site da BBC, “Mito ou realidade: vinho tinto faz bem à saúde?”, há um consenso entre os cientistas, de que o consumo moderado de vinho tinto pode reduzir o colesterol ruim.

Porém, para a BBC, não há definição sobre qual composto dessa bebida seria o responsável por tais benefícios.

Vinho tinto faz bem a saúde

Para Roger Corder, autor do livro The Red Wine Diet (A Dieta do Vinho Tinto), os compostos de procianidina (polifenol encontrado na semente da uva), aliados aos taninos (polifenol encontrado na semente, nos engaços e na casca da uva), são os responsáveis pelos efeitos benéficos do vinho tinto.

Há outros cientistas que argumentam que o responsável por tais efeitos seria o resveratrol (polifenol encontrado na casca da uva tinta).

Bom saber:

Os vinhos com mais taninos são das uvas Tannat, Nebbiolo, Cabernet Sauvignon, Tempranillo, Montepulciano, Petit Verdot e Petite Sirah.

Para reconhecer o tanino, quando você der o primeiro gole de vinho, espalhe-o pela superfície da língua e note: ele dará uma sensação de secura na boca e provavelmente uma textura aveludada na língua.

Tipos de vinho tinto

Tipos de vinho tinto

Aquela sensação de maior ou menor densidade que a bebida apresenta em boca, denominamos como o corpo do vinho.

Trata-se da estrutura do vinho e corresponde ao conjunto de sensações gustativas, nas quais ocorre a concentração de taninos.

Elevação alcoólica, níveis de acidez, tipo de uva, amadurecimento em barris, entre outros fatores, além do processo de vinificação, contribuem para a estrutura final da bebida.

Conhecer os vinhos de acordo com o corpo poderá orientá-lo na compra daquele que mais lhe agrada e que melhor combinará com determinados pratos.

Não relacione o corpo do vinho com sua qualidade, não tem nenhuma relação, trata-se apenas de estilos diferentes.

De acordo com seu corpo, os vinhos tintos são subdivididos em 3 tipos básicos:

Vinho tinto de corpo leve

Delicado, no entanto com qualidade. É um vinho que apresenta certa estrutura.

Regiões onde o clima é mais frio tendem a elaborar vinhos tintos de corpo leve, geralmente são menos tânicos, mais ácidos e com menor teor alcoólico.

Na maioria das vezes apresentam intensos aromas de frutas vermelhas.

Indicados para acompanhar pratos leves com certo nível de acidez.

Vinho tinto de corpo médio

Os vinhos tintos de corpo médio encontram-se entre os leves e os encorpados, apresentando menor carga tânica e acidez moderada, com boa densidade, porém, não chega a ser encorpado.

Uma grande parte dos vinhos produzidos se encaixa nesta faixa.

Seus aromas voltam-se às frutas vermelhas, assim como os de corpo leve.

São os mais versáteis na hora da harmonização e combinam perfeitamente com pratos e molhos de estrutura média.

Vinho tinto encorpado

Vinho notoriamente denso, consistente e de ampla estrutura no paladar, preenchendo completamente a boca.

Nos vinhos tintos encorpados predominam aromas primários de frutas negras e níveis elevados de taninos e álcool.

Regiões de climas mais quentes tendem à elaboração dos vinhos tintos encorpados, que combinam perfeitamente com pratos de maior gordura e intensos.

Leves ou encorpados, jovens ou envelhecidos, mais ou menos tânicos, os tintos trazem consigo uma substância natural bastante significativa para sua longevidade, os taninos.

Pode ser que, inicialmente gerem estranheza e certo desconforto com a sensação de secura na boca em quem está começando a apreciar a bebida.

Estudos comprovam que, devido à quantidade de papilas gustativas, a percepção varia de uma pessoa para outra.

Portanto, há quem seja mais sensível às características descritas acima, por isso não se preocupe se você aprecia um tipo e seu amigo outro, pois o vinho é uma questão de gosto.

Já vimos que, em relação à sua estrutura, um conjunto de características é responsável por colocá-los dentro de uma escala que vai do leve ao encorpado.

Esta classificação, tem relação direta no quesito: combinação de vinhos com comida.

E por falar em comida, os tintos são ótimos no acompanhamento de pratos que vão dos mais simples e leves aos mais requintados e pesados, especialmente quando o prato principal for carnes vermelhas.

Harmonizando o vinho tinto

Harmonizando o vinho tinto

A acidez, o corpo e o álcool dos tintos são elementos que influenciam diretamente na combinação com os pratos a serem servidos.

Mas é preciso alguns cuidados para que os taninos não sejam os grandes vilões na hora da harmonização.

Por exemplo: em alguns peixes e frutos do mar você poderá ter uma sensação de amargor e adstringência, isso se deve a interação entre os taninos e o iodo presente nesses alimentos e isso ocorrerá também na comida com excesso de sal.

Vinho tinto harmonizando com carne vermelha

  • Carnes Vermelhas – quanto mais magra e delicada for essa carne, menos encorpado o vinho deve ser.

Cortes gordos como a costela ou picanha, por exemplo, harmonizarão melhor com tintos encorpados de boa carga tânica: Malbec, Cabernet Sauvignon ou Tannat.

Vinho tinto harmonizando com carne branca

  • Carnes Brancas – aqui é importante levar em conta, além da estrutura da carne e como a mesma foi preparada, o peso do molho a ser utilizado.

Quanto mais simples a combinação acima for, mais simples e leve o vinho deve ser.

Vinho tinto harmonizando com queijo

  • Queijos diversos – combinam com diferentes tipos de tintos.

Os queijos brancos macios e semiduros casam muito bem com Pinot Noir, Beaujolais Nouveau e demais vinhos da uva Gamay.

Já os queijos duros podem ser apreciados degustando os vinhos das uvas Tempranillo, Zinfandel ou Merlot.

Vinho tinto harmonizando com pizza

  • Pizzas – as que contém queijos e molho de tomate encaixam perfeitamente com os tintos de acidez elevada, que podem ser os leves ou médios, como o Chianti, Barbera ou Sangiovese.

Já aquelas com frango, combinam melhor com os médios de acidez e taninos moderados.

Pizzas de calabresa podem ficar ainda mais saborosas, se combinadas com tintos mais ricos como um Cabernet Sauvignon, por exemplo.

Vinho tinto harmonizando com peixe

  • Peixes e Frutos do Mar – conforme mencionado no exemplo mais acima, os taninos dos tintos quando interagem com o iodo presente em alguns peixes podem metalizar o sabor da bebida e deixar uma sensação de amargor e adstringência.

Para que isso não ocorra, escolha os tintos mais leves e de maior acidez, como um Pinot Noir ou outros vinhos da uva Gamay, de preferência sem passagem por barris de carvalho.

Vinho tinto harmonizando com massa

  • Massas – tudo vai depender do molho. Os mais simples e ácidos ficam melhores com os tintos leves ou médios, de considerável acidez e taninos moderados.

Massas com molhos cremosos a base de quatro queijos, por exemplo, o ideal é optar por vinhos mais encorpados, que tenham um pouco de acidez para equilibrar o paladar.

Para massas com molhos de tomates frescos, a harmonização mais indicada é a escolha de rótulos leves e delicados, que tragam sabores frutados e aromáticos.

Massas com molhos picantes tendem a harmonizar com vinhos de maior teor alcoólico e mais pesados, para buscar um equilíbrio usando as semelhanças.

Lasanha à bolonhesa ou uma macarronada com almondegas ficam ótimas com tintos das uvas Barbera, Merlot ou Sangiovese.

Ordem de Serviço na degustação do vinho tinto

Ordem de Serviço na degustação do vinho tinto

Levando em consideração o corpo do vinho, é importante seguirmos a sequência iniciando o serviço pelos vinhos mais leves até os mais encorpados.

Dessa forma, teremos a exata sensação de volume e densidade do vinho em boca.

Se servirmos um vinho encorpado antes de um mais leve, por exemplo, teremos a falsa sensação de que ele é mais leve do que de fato.

Leves > Médios > Encorpados

Além dessa ordem, devemos levar em conta a quantidade de álcool e começar pelos menos alcoólicos até chegarmos aos mais alcoólicos, já que o álcool amplia a sensação de peso e doçura da bebida.

Contudo, há que se notar que o corpo do vinho não está pontualmente associado ao seu teor alcoólico, de forma que nem sempre o vinho com maior teor alcoólico será o mais encorpado.

Ademais, o teor de açúcar é um critério relevante.

Portanto, deve-se iniciar pelos vinhos secos, passando pelos meio secos até chegarmos aos doces.

Isto porque se servirmos um doce antes de um seco, este poderá revelar-se mais áspero do que efetivamente é.

E por fim, devemos considerar a maturidade dos vinhos, começando pelos jovens até atingirmos os mais velhos e de guarda.

Os vinhos envelhecidos tendem a ser mais complexos, com aromas e sabores mais intensos, que irão se sobressair em relação aos anteriores.

Ofereça os grandes vinhos para finalizar a degustação.

Além da ordem de serviço, para aproveitar tudo o que os tintos têm a oferecer, é muito importante servi-los na temperatura correta. Então, vamos lá!

Temperatura ideal para servir o vinho tinto

Temperatura ideal para servir o vinho tinto

Procurando equilibrar as sensações estimuladas pelo tanino e pela acidez, o ideal é servir os tintos mais jovens e leves a uma temperatura de 13ºC e os tintos de corpo mais estruturado a 18ºC.

Se o vinho tinto a ser degustado estiver em temperatura ambiente é recomendável que, antes de servi-lo, ele seja colocado em um balde com água e gelo por um pequeno período, até atingir a temperatura que você pode identificar utilizando um termômetro.

Podemos nos embasar da seguinte forma:

12 a 14ºC

Para tintos leves ou jovens de pouca estrutura e menor teor alcoólico;

14 a 16ºC

Para tintos de médio corpo (dependendo da acidez, podemos enquadrar um Pinot Noir);

16 a 18ºC

Para tintos encorpados mais alcoólicos e macios, como por exemplo vinhos Reserva;

18 a 19ºC

Para tintos encorpados, mais clássicos e mais secos, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Carménère e Syrah.

Fique atento!

Nunca sirva o vinho tinto em temperatura inferior a 10°C, as papilas gustativas podem ficar anestesiadas, prejudicando seu paladar.

Nem acima de 19°C, pois o vinho pode perder equilíbrio, liberando um aroma desagradável de álcool.

Aprenda a usar o decanter

O decanter é um recipiente de vidro utilizado para aerar/oxigenar e também separar sedimentos (as impurezas) do vinho.

Mas atenção! O processo de decantação varia conforme o vinho.

Decantar vinho tinto jovem

Decantar vinho tinto jovem

No caso dos tintos jovens, proporciona ao vinho respirar e tornar-se mais suave.

Esta exposição ao oxigênio fará com que o vinho jovem desabroche, suavizando o efeito dos taninos no nosso paladar.

Geralmente os taninos são ásperos, secos e adstringentes, apresentam elevados níveis de acidez porque ainda não tiveram tempo de amadurecer, ou seja, eles necessitam oxigenar durante umas duas horas.

O magic decanter é o indicado, pois possui a boca maior para essa melhor aeração.

Transvase o líquido da garrafa para o decanter num ação única e contínua.

A etiqueta diz que se deve dispor da garrafa vazia ao lado do decanter para que as visitas possam identificar o vinho que está sendo servido.

Decantar vinho tinto estruturado ou de guarda

Você deverá deixar a garrafa na posição vertical um ou até dois dias antes de ser consumida para que todos os sedimentos depositem-se no fundo.

A decantação de um vinho mais velho deve ser realizada no máximo meia hora antes dele ser servido, isto porque no caso desses vinhos velhos e mais estruturados, a decantação acelera a evaporação dos aromas.

Uma oxigenação curta é o suficiente para liberar as fragrâncias que foram criadas ao longo dos anos, onde esse “bouquet” esteve fechado na garrafa.

Quando você abrir a garrafa de vinho tinto, limpe o gargalo a fim de retirar qualquer resíduo e comece a verter o líquido de forma lenta, para o decanter.

Coloque um pequeno foco de luz junto do gargalho, pode até ser uma vela acesa, pois assim você conseguirá identificar os sedimentos antes de chegarem ao decanter.

Lembre-se de deixar o decanter e a garrafa do exemplar servido, juntos na mesa.

O decanter indicado para os vinhos velhos, mais estruturados ou de guarda, deverá ter uma passagem estreita para reduzir ao mínimo a oxigenação.

Muito cuidado com vinhos envelhecidos, pois a intenção é só livrar-se dos sedimentos.

Não pode ocorrer a aeração para que não se percam as características, por isso recomendamos que o vinho seja aberto somente um pouco antes de servir.

Taça adequada para servir vinho tinto

Taça adequada para servir vinho tinto

O vinho tinto requer mais espaço e superfície para respirar e liberar todos os seus aromas, além de permitir a leve evaporação do álcool, por isso é indicada uma taça que tenha um bojo maior, além de ser o ideal para girar a bebida dentro da taça.

Dois tipos de taças são recomendados para servir vinhos tintos: a Bordeaux e a Borgonha.

A taça Bordeaux, maior e mais estreita, é indicada para os tintos médios e encorpados, preferencialmente os de taninos elevados, como Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Tannat, Syrah, Merlot e outras uvas tintas.

Como essa taça dispõe de uma borda mais fechada, evita que os aromas se dissipem.

Já a taça Borgonha, lembra um balão por dispor de um bojo mais largo, propicia maior contato da bebida com o ar, o que facilita a liberação dos aromas.

Especialmente de vinhos mais delicados como o Beaujolais, Gamay, Pinot Noir, Nebbiolo, entre outros.

Importante! Lembre-se de nunca segurar a taça pelo bojo, e sim pela haste para não interferir na temperatura do vinho, sem contar que os dedos podem deixar a taça toda marcada, gerando uma aparência nada agradável.

Aprenda a identificar e apreciar o vinho tinto

Aprenda a identificar e apreciar o vinho tinto

Para degustar de um bom vinho, você precisa aprender a apreciar e identificar suas propriedades, procurando sempre analisar essas qualidades através da visão, olfato e paladar, exatamente nessa ordem.

Depois que você já deixou o tempo suficiente o seu vinho escolhido no decanter, aprendeu a temperatura ideal e as taças indicadas, chegou enfim, o momento mais aguardado: a hora do serviço!

De forma elegante, sirva o vinho em 1/3” da taça e vamos adiante…

Análise Visual

Para a análise visual da bebida, é importante certificar-se de que o vinho esteja límpido e brilhante.

Sobre a mesa de cor branca, um guardanapo ou uma folha de papel branco, incline levemente a taça para observar a cor do vinho.

Vinhos tintos podem apresentar-se nas cores vermelho-rubi, granada e púrpura.

Observe o vinho desde sua borda até o centro.

Quanto maior a diferença da cor, maior o prenúncio de evolução do vinho.

Após inclinar a taça e voltando a posição normal, é possível identificar algumas gotas escorrendo pela parede da taça, são as “lágrimas do vinho”, causadas pela presença de álcool na bebida.

Quanto mais lentas escorrerem pela taça, mais alcoólico o vinho pode ser.

Análise Olfativa

A análise olfativa é apontada como a etapa mais significativa para a apreciação de vinhos finos e deve ser evitado o uso exagerado de perfumes. Elementos e cheiros externos podem interferir.

Em movimentos circulares, gire o vinho na taça para aerá-lo, dessa forma ele estará liberando seus aromas, observe que ficarão mais intensos e agradáveis.

Não é deselegante colocar o nariz junto à boca da taça para buscar as propriedades que estão na nota de degustação e nas suas próprias percepções.

Análise Gustativa

Este é o auge de toda a degustação de vinhos, o momento de sentir o vinho em boca.

Esta análise envolve a identificação de todos os aspectos de sabor de um vinho: doçura, acidez, corpo, taninos, álcool, retrogosto (sensação do gosto que fica em boca) e qualidade da bebida.

Coloque uma pequena quantidade do vinho na boca, um gole. Faça o vinho girar, passear pela boca sem engolir, ativando assim, todas as papilas gustativas.

Deixe o vinho descansar sobre a língua e inspire o ar. Essa aeração na boca liberará mais algumas propriedades que ajudarão a identificar a persistência do vinho.

Em seguida, dê pequenos goles para tentar identificar separadamente cada um dos aspectos mencionados acima.

Quanto tempo guardar o vinho tinto

Quanto tempo guardar o vinho tinto

Uma boa parte dos tintos é produzida para ser consumido jovem – entre o 1º e o 6º ano de produção, para que suas peculiaridades sejam aproveitadas ao máximo.

Tudo depende da concentração, acidez, taninos, a forma como foram vinificados, entre outros fatores.

Se a sua intenção é guardar o vinho por longos anos, antes de arriscar, investigue se o mesmo suporta esta longa guarda.

Jovens e frutados – Vinhos Varietais de Sauvignon Blanc, Chiantis e Valpolicellas básicos: de 1 a 3 anos.

Alguns jovens, porém que passaram por Barricas de Carvalho ou tipos de Reserva – Varietais de Sangiovese, Cabernet Sauvignon, Malbec e Pinot Noirs mais simples: de 4 a 6 anos.

Tintos fortificados simples e médios – Varietais de Syrah, Merlot e Cabernet Sauvignon de produtores de primeira linha ou Reserva de Portugal e Espanha: de 5 a 8 anos.

Fortificados de classe, Gran Reserva: 7 a 15 anos.

Grandes tintos especiais: 6 a 25 anos

E há também os vinhos de Bordeaux, Brunello di Montalcino, Rioja, entre outros exemplos, que podem sobreviver facilmente por 10, 20, 40 ou mais anos…

Porém, nesse caso você terá várias medidas que precisará tomar quanto à temperatura do local, pois ela deverá ser constante, bem fresca e sem oscilações (preferencialmente entre 12° e 14° C).

A umidade também é importante e deverá manter-se em uma média de 70% a 80%. Se for acima de 80%, poderá produzir mofo e através da rolha, conduzir alguns aromas e sabores desagradáveis ao vinho.

Se for abaixo de 70%, pode causar o ressecamento da rolha, permitindo a passagem de oxigênio, resultando na oxidação do vinho.

O local deve ser escuro, pois a luz prejudica o vinho e ocasiona alterações no sabor e no aroma.

O ambiente deve estar sempre limpo, livre de odores, além de bem arejado.

Não devem ocorrer vibrações, pois se forem fortes ou prolongadas, elas poderão prejudicar a adequada evolução do vinho.

E por fim, mantenha as garrafas deitadas, de maneira que o acesso a cada uma delas seja fácil e prático.

Duração do vinho tinto depois de aberto

Duração do vinho tinto depois de aberto

Depois de aberta a garrafa, é praticamente inevitável que o vinho perca suas características originais, isso se deve ao contato com o oxigênio, porém, dependendo do vinho, ele pode durar mais ou menos tempo (de 01 a 03 dias, quanto muito 04 dias).

No caso de um vinho tinto que dispõe de taninos e acidez maiores, pode até durar mais tempo.

Ao guardar o vinho depois de aberto na geladeira, tome alguns cuidados para preservar o que restou da bebida:

  • É importante manter a garrafa fechada, com a própria rolha ou tampas especiais para vinho, a fim de diminuir o contato entre oxigênio e o vinho e evitar que os odores da geladeira e dos alimentos que nela estão armazenados, repassem para o líquido;
  • Ao guardar a garrafa na geladeira, tente não colocá-la na porta, pois as vibrações irão manter o líquido sempre agitado, prejudicando-o mais rápido;
  • Guarde a garrafa sempre em pé. O líquido que ficou dentro da garrafa terá menor contato com o ar se ficar em pé na geladeira.

Qual vinho tinto escolher

Qual vinho tinto escolher?

Certamente você alguma vez já ficou em dúvida sobre qual vinho deveria comprar.

Vamos te dar algumas dicas e esperamos que elas possam ajudar a esclarecer prováveis dúvidas.

Você sabia que é através do processo de produção que é determinado se um vinho será leve ou encorpado, ácido ou mais adocicado?

Cada variedade de uva tem o seu próprio tempo de maturação.

Existem aquelas que suportam um tempo maior na vinha e atingem um teor melhor de açúcar, em consequência, proporcionam vinhos de maior teor alcoólico.

Um exemplo é a uva merlot, que atinge até 14 graus.

Por sua vez, a uva alicante bouschet dificilmente chega aos 10 graus, sendo, portanto mais ácida e por isso ela é mais usada em assemblages.

Assemblage: (corte em português, assemblage em francês, taglio em italiano ou blend em inglês).

Trata-se da produção de um vinho a partir de diferentes variedades de cepas, com o intuito de adquirir diferentes aromas e sabores, tirar o que cada uva tem de melhor.

É importante saber se o vinho já está pronto para ser consumido ou se ainda requer um tempo de guarda.

Para que saibamos escolher melhor um bom vinho, é pertinente conhecer ao menos os principais tipos de uva tinta, mas fique atento!

Não é somente a casta que define a qualidade.

Há outros fatores que são tão relevantes quanto, como por exemplo: o terroir – o solo, clima, a altitude, se a vinha fica próximo do mar, vales, montes, serra e assim por diante…

A conclusão que chegamos é que o sabor, aroma e as demais qualidades de um vinho, dependem de diversos fatores.

Um Cabernet Sauvignon que foi cultivado, por exemplo, em Bordeaux – na França, não será rigorosamente idêntico a um Cabernet Sauvignon que fora cultivado no Chile.

Nem mesmo a um Cabernet Sauvignon da Toscana – na Itália, nem na Serra Catarinense onde faz muito frio, tampouco na Campanha Gaúcha.

Mesmo tendo sido produzido da mesma casta, você identificará peculiaridades diferentes entre um rótulo e outro.

Principais uvas que elaboram o vinho tinto

Principais uvas que elaboram o vinho tinto

Existe um número imensurável de uvas tintas da espécie Vitis Vinífera que podem ser usufruídas na produção de vinhos tintos finos e de qualidade.

Estima-se que mais de 10.000 variedades de Vitis Vinífera (tintas e brancas) estão espalhadas por todo o mundo e com diversas características distintas.

As uvas variam no tamanho do cacho e sua fragilidade, na coloração do bago, no tempo de maturação e o grau de açúcar natural obtido.

Vamos conhecer algumas variedades ou castas de Vitis vinífera?

  • Malvasia Nera di Brindisi: produz vinhos tintos de alto teor alcoólico, porém de acidez não muito elevada.

Seu vinho é encorpado, em razão de sua maturação longa.

  • Barbera: é a variedade mais cultivada do Piemonte – norte da Itália.

Produz vinhos leves e frutados, já nas outras regiões a produção dispõe-se a um vinho mais intenso, vibrante e aromático, onde é possível identificar perfumes de ameixas, cerejas e frutas vermelhas.

Barbera

  • Bonarda: é uma uva europeia e que alcança uma maturação longa, no entanto requer muito calor para chegar a seu ponto ideal.

A Bonarda é mais usada em assemblage.

Bonarda

  • Brunello di Montalcino: cepa natural da região Toscana – na Itália, e dá origem a vinhos estruturados, de sabor marcante e de guarda.

O vinho Brunello di Montalcino só poderá ser comercializado 5 anos após a colheita.

Onde ele amadurecerá em barris de carvalho no mínimo por 2 anos, após esse período, ficará envelhecendo em garrafa no tempo mínimo de 4 meses.

Brunello di Montalcino

  • Montepulciano: italiana, essa uva é capaz de fazer vinhos bastante saborosos, de baixa acidez e taninos delicados e macios, com coloração púrpura escura e presença marcante de frutas negras.

Propicia bons vinhos de corte, particularmente quando combinada às uvas Sangiovese e Syrah, é capaz de produzir vinhos jovens e de boa qualidade.

Montepulciano

  • Sangiovese: é a variedade mais cultivada na Itália. Essa casta dá origem a vinhos com acidez agradável, estruturados, baixa adstringência e corpo médio-leve para um consumo rápido, 2 a 3 anos.

É bastante usada em assemblages. É uma cepa de amadurecimento tardio.

Sangiovese

  • Alicante Bouschet: é uma uva de origem francesa, resultado do cruzamento da grenache com petit Bouschet elaborado pelo francês Luis Bouschet de Bernard e por seu filho Henri em 1866.

Ela dispõe de grande concentração de taninos e propensão ao envelhecimento e é utilizada especialmente em assemblages.

Em Portugal, na região do Alentejo, é uma importante uva na composição de certos vinhos, onde oferece aromas de menta e eucalipto.

Alicante Bouschet

  • Malbec: francesa, ela dá origem a vinhos encorpados e de alto teor alcoólico. No Brasil ela exige certos cuidados em sua produção.

Adapta-se melhor ao clima na Argentina, onde são produzidos os melhores vinhos tintos produzidos de cor escura, encorpado e com aromas florais.

A passos lentos, já está ganhando espaço com alguns rótulos no Chile também.

Malbec

  • Tempranillo: uva de origem espanhola que possui a casca grossa, é resistente e possui tâninos macios, além de ter um amadurecimento rápido.

Os vinhos de tempranillo são equilibrados, com sabor frutado e aroma de ervas e especiarias.

Podem ser varietais (vinho elaborado somente por uma variedade de uva ou que tenha em sua formação no mínimo 75% de uma única casta.

O nome da uva principal é que aparece em destaque no rótulo) ou assemblages.

Vinho de baixa acidez, pouco tânico e que envelhece bem em barricas de carvalho recebendo aromas de tabaco com notas de baunilha.

Na Argentina, a uva Tempranillo produz ótimos vinhos, especialmente os jovens, que passam por um curto tempo de envelhecimento no barril.

Em Portugal ela também é conhecida por Tinta Roriz e Aragonês.

Tempranillo

  • Shiraz ou Syrah: é uma das variedades mais plantadas no mundo é também uma das castas mais antigas que se tem registro.

De acordo a lenda, Jesus teria tomado um vinho dessa uva na última ceia, pois essa uva era plantada por toda a Jerusalém.

É uma uva sensível de difícil cultivo. Resulta em vinhos de coloração intensa, encorpados e aromáticos (seus aromas remetem a ameixa, figo e especiarias).

Típica de climas quentes teve excelente adaptação na Austrália e conquistou seu espaço na Califórnia, África do Sul, Chile, Argentina e Brasil.

Shiraz ou Syrah

  • Egiodola: de origem francesa, é uma casta resistente e de maturação precoce se compararmos as demais uvas tintas.

A egiodola é tânica e com baixa acidez, usualmente utilizada em cortes com outras tintas (assemblages), mas também dá origem a varietais.

Egiodola

  • Cabernet Franc: por se apresentar leve e pouco tânica, a cabernet franc dá origem a vinhos para serem consumidos ainda jovens.

Se na época de maturação ocorrer baixo período de chuvas, ela pode produz vinhos mais encorpados, ganhando qualidade no envelhecimento.

Cultivada no nordeste da Itália, adaptou-se muito bem a serra gaúcha. Pode apresentar aromas de groselha e especiarias.

Cabernet Franc

  • Touriga Nacional: de origem Portuguesa, essa casta produz vinhos encorpados, de colação violeta, muito tânica, com sabor frutado e aromas florais, é típica da região do Douro.

Pode ser usada para varietais, mas também produz assemblages, sem contar que é igualmente utilizada na produção do vinho do Porto.

Touriga Nacional

  • Cabernet Sauvignon: essa cepa é internacionalmente conhecida como a “Rainha das uvas tintas”.

A mais clássica das variedades de vitis vinífera, é responsável pelos melhores rótulos do planeta.

De amadurecimento tardio, é capaz de produzir tintos secos, de corpo médio a encorpado.

Pode apresentar-se com aromas de frutas vermelhas, café, chocolate, geleia e tabaco, quando envelhecido.

Torna-se ainda mais rica, quando se agrega às uvas merlot, cabernet franc, shiraz, petit verdot ou malbec.

Cabernet Sauvignon

  • Merlot: dentre as uvas mais cultivadas no mundo, tem sua origem francesa.

Suave, apresenta-se com um sabor macio, baixa quantidade de taninos e que pode apresentar aromas de chocolate e frutas vermelhas maduras quando colhida com a maturação correta.

Ela consegue atingir um alto teor de açúcar natural, originado vinhos com sabor leve e marcante ao mesmo tempo.

Merlot

  • Marselan: cruzamento da cabernet sauvignon e greenache, a uva francesa produz vinhos com aromas intensos, que remetem a frutas negras e especiarias, de taninos macios, bem estruturado e apto para o envelhecimento.

Marselan

  • Carménère: de origem francesa, na atualidade ela é mais cultivada no Chile.

Apta a produzir tanto vinhos de corte quanto varietais chilenos, é mais escura que a merlot e possui taninos macios.

Sua principal característica é o aroma intenso de goiaba em alguns exemplares de valor mais em conta.

Carménère

  • Dolcetto: uva de origem italiana e que pode resultar em rótulos suaves e excelentes para consumo no dia-a-dia, pouco doce e com alta acidez, devem ser bebidos ainda jovens.

Na região do Piemonte, a uva é envelhecida em barris de carvalho e pode converter-se em um vinho mais rico.

Dolcetto

  • Gamay: é a casta utilizada na produção do Beaujolais, um vinho mais leve, produzido nesta região da Borgonha, para ser bebido bem jovem.

Os aromas de frutas vermelhas (framboesa, morangos silvestres, cereja) e banana são característicos do seu vinho.

Gamay

  • Zinfandel ou Primitivo: apesar de ser originária do sul da Itália, onde tem o nome de primitivo é uma uva característica dos vinhos da Califórnia.

Produz vinhos tintos secos coloridos e frutados, com notas de pimenta e sabor que remete a groselha preta.

Zinfandel ou Primitivo

  • Grenache: é uma uva pouco tânica e apesar de ser muito cultivada no mundo é pouco vista nos rótulos das garrafas, pois é frequentemente agregada em assemblages.

Dispõe de aromas típicos de pimenta do reino, ervas e óleo de linhaça.

Grenache

  • Nebbiolo: de origem italiana, Nebbia significa névoa – característica do clima onde esta casta é cultivada.

Proporciona vinhos de coloração intensa, ricos em taninos, com alta acidez e que precisam ser envelhecidos alguns anos em barrica de carvalho antes de serem engarrafados.

Um bom vinho feito com Nebbiolo possui aroma e gosto de alcaçuz, ameixas e trufas.

Nebbiolo

  • Nero D’Avola: a cepa é típica do sul da Itália. Apresenta vinhos encorpados e de qualidade, de coloração escura.

Com boa graduação natural de açúcar e acidez na medida certa, produz vinhos perfumados, frutados e aptos ao envelhecimento.

Nero D'Avola

  • Petit Syrah: originária da França, essa cepa é o cruzamento da Syrah com a casta Peloursin. Capaz de produzir vinhos de coloração escura, encorpados e com taninos saborosos, tem grande potencial para envelhecimento.

Mais forte na Califórnia e Austrália, também é cultivada em Israel, Argentina, México, e até no Brasil.

Petit Syrah

  • Petit Verdot: variedade de casta que é peculiar da região de Bordeaux, na França.

Seus vinhos são encorpados e de coloração intensa, com aromas de frutas negras e toques florais.

Seu nome está relacionado aos seus pequenos bagos de uva (Petit) de amadurecimento tardio e em certos momentos pouco uniforme.

Um aspecto curioso é que a Petit Verdot gera mais de dois cachos por broto.

Outra característica comum a essa casta, é que o amadurecimento dos cachos não é uniforme, podem-se identificar alguns bagos ainda verdes, enquanto boa parte do cacho já está maduro.

Petit Verdot

  • Pinot Noir: responsável pelos mais famosos tintos da Borgonha, na França. É uma uva difícil de cultivar, pois é sensível às condições climáticas.

Possui pele fina, de baixa acidez e com pouco tanino, apresenta-se na coloração translúcida.

Pinot Noir

  • Pinotage: essa uva foi criada na África do Sul (cruzamento entre a pinot noir e a cinsault). Envelhece bem em barris de carvalho.

Trata-se de uma uva que produz vinhos de corpo médio, mas não são grandes vinhos.

Apresentam-se na coloração vermelha escura, vinhos alcoólicos e tânicos, com aromas de frutas secas, especiarias e toques de menta e hortelã.

Pinotage

  • Tannat: cepa do sudoeste da França e que vem sendo cultivada com força no Uruguai. Pertence ao grupo das uvas com maior concentração de taninos no mundo.

Seus vinhos são estruturados e com grande potencial de envelhecimento, evoluem muito bem em barricas de carvalho, que lhes proporcionam toques de baunilha, coco, chocolate, charuto, café.

Tannat

  • Teroldego: de origem italiana, é uma uva de casca mais grossa.

Cultivada em regiões de temperaturas mais elevadas, proporcionará vinhos encorpados e aromáticos, bem como, maior volume de álcool.

Teroldego

  • Touriga Francesa: essa cepa também é parte integrante do vinho do Porto. Usado ainda em tintos secos de mesa da região do Douro, em Portugal.

Seus vinhos apresentam-se com bom teor alcoólico, sabores intensos, volume, equilíbrio e notáveis aromas florais, além de ser bastante resistente às pragas conhecidas por atacarem vinhedos.

Touriga Francesa

 

20 Vinhos Tintos que você precisa provar!

  1. Don Guerino Vintage Reserva Malbec
  2. Capoani Tannat
  3. Valmarino Cabernet Franc
  4. Aurora Millésime Cabernet Sauvignon
  5. Varvaglione Riserva 1921 Primitivo Di Manduria D.O.P.
  6. Don Laurindo Reserva Tannat
  7. Lidio Carraro Grande Vindima Quorum
  8. Lidio Carraro Singular Nebbiolo
  9. Miolo Lote 43 D.O.
  10. Miolo Terroir Merlot D.O.
  11. Salton Septimum
  12. Salton Talento
  13. Casa Valduga Storia Merlot
  14. Casa Valduga Villa-Lobos Cabernet Sauvignon
  15. Lovara Gran
  16. Casa Marques Pereira Qvinta da Orada Corte I
  17. Casa Marques Pereira Segredos da Adega Corte A
  18. Cainelli Origem 1929 Marselan
  19. Cave de Pedra Adaga Sangiovese
  20. Pizzato DNA99 Single Vineyard Merlot D.O.

Se você chegou até o fim desse post, parabéns!

Temos certeza que é um grande apreciador de vinho tinto e, a partir de agora degustará com ainda mais conhecimento.

Tim-tim! 😀

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